A castidade e o amor

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Por Juliana Gonçalves dos Santos

As pessoas sofrem sérias conseqüências espirituais, físicas e emocionais, com a vivência, compreensão e propagação deturpada do amor e com a falta da castidade.

A falta de conhecimento do que é de fato o amor segundo a vontade de Deus e a castidade e de que ambos estão interligados faz com que amar se torne algo raro, e faz com que essa área, que é tão importante na vida, fique defasada, vazia, confusa ou sem significado.

Todas as pessoas sentem naturalmente um desejo profundo de encontrar o amor verdadeiro, mas nenhum cristão em sã consciência deveria se permitir viver um amor que não é conforme a vontade de Deus.

Para conhecer e viver o amor verdadeiro, no plano de Deus é preciso a vivência da castidade!

O Papa João Paulo II, em seu livro “Amor e Responsabilidade”, afirmou: “A castidade não pode ser compreendida sem a virtude do amor. Apenas o homem casto e a mulher casta são capazes de amar verdadeiramente.”

A vivência da castidade é sempre necessária; independe do estado de vida da pessoa: o solteiro é chamado a viver em continência, o casado em castidade conjugal e o leigo consagrado ou religioso em celibato.

Castidade não significa virgindade; existiram muitas pessoas que infelizmente perderam a virgindade antes do casamento, mas que conseguiram depois alcançar a santidade com o arrependimento e a mudança de vida.

A castidade é uma virtude que faz ver e tratar a si mesmo e as outras pessoas como Deus deseja, com transparência nos atos, em amor verdadeiro. Santo Agostinho em seu livro “Confissões”, afirmou: “A castidade nos recompõe, reconduzindo-nos a esta unidade que tínhamos perdido quando nos dispersamos na multiplicidade.”

A castidade não é repressão e puritanismo; pelo contrário, viver em castidade é ser livre da atitude utilitarista, que é a de ver a outra pessoa como algo a ser usado, algo que só é útil enquanto traz prazer.

No entanto, sem a prática da castidade pelos atos, pensamentos e palavras, perde-se a responsabilidade pelo próprio corpo e pelo corpo do próximo.

Sem o respeito e a dignidade pelo corpo, que é templo do Espírito Santo, torna-se praticamente inviável alcançar a capacidade de ser e fazer alguém feliz no amor.

É necessária a plena consciência de que o corpo não é objeto, mas instrumento de amor.

Um grande esforço deve ser feito continuamente, utilizando-se principalmente o sacramento da confissão e da comunhão, assim como o jejum e a oração, para viver a virtude da castidade e conseqüentemente viver o amor.

Para amar e viver em castidade, é preciso fazer bem à pessoa amada, mas, com a deturpação de seu significado, principalmente através dos meios de comunicação, que induzem o tempo todo que a pessoa é objeto de uso e não de amor, amar atualmente é algo raro.

Deus não criou o homem e a mulher para viver o prazer dissociado do amor, mas deseja que vivam a união sexual, com amor e prazer unidos, no momento certo, que é no matrimônio, porque só ali ambos são capazes de se entregarem mutuamente como um dom de Deus para o outro, preservando todas as características do amor verdadeiro, que deve ser livre, total, fiel e fecundo.

O sofrimento do ser humano por não conseguir viver o amor verdadeiro ocorre devido à depreciação de si mesmo e dos outros como um mero estimulante para uma sexualidade desregrada, a vida em luxúria e o utilitarismo, que é o contrário do amor.

A vivência da castidade é a cura para todos esses males, e ela funciona e faz felizes e libertos todos que a praticam.


6 Responses

  1. Danilo Almeida

    Gostei do artigo, ele é bem claro e simples de ser entendido, mas me parece que foi escrito para pessoas que, de uma certa forma, ja vivem ou buscam viver de acordo com a Igreja. Acho que antes de falar da uma vivência da castidade, é preciso mostrar a dignidade do corpo humano. Deus que se fez homem, habitou a nossa natureza, elevou-nos à estatura de Cristo (cf. Ef 4). A partir da descoberta da sacralidade do corpo as pessoas podem busacar a castidade com um significado, não somente cumprindo uma ordem.

  2. Familia Orkontro PHN

    Ola, tudo bem?
    Somos da Família Orkontro e começamos com um blog ha alguns dias, e nos foi sugeridos este texto para uma boa “discussao” sobre o assunto, e achamos muito interessante, e gostariamos de saber se voces liberariam para postar no nosso blog?
    Todos os creditos serao devidamente colocados.

    Desde ja agradeço a atenção!
    Pax e Bem

    Att Bianca (macedo_bibi@hotmail.com) e Thais (thais.marcelino07@hotmail.com)
    Qualquer duvida pode entrar em contato com a gente nesses email.

  3. Juliana

    Olá Bianca, Thais e Família Orkontro!
    Escrevi esse artigo, agradeço o elogio e fico muito feliz que ele poderá ser útil para discutirem sobre o assunto.
    Fiquem a vontade para postar no blog de vocês e divulgarem o texto como acharem conveniente.
    Espero que renda bons frutos para a vida de todos vocês!
    Deus os abençoem!
    Juliana Gonçalves dos Santos

  4. luiz juliorezende bispo

    gostei pois devemos cada vez mais propaga isso para os jovens que estao vivendo de qual quer forma a sua sexualidade

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